Desde que o mundo é mundo as pessoas se casam e se dão em casamento.
E até os dias de hoje as pessoas nutrem o desejo de unir-se a outra, e um dos motivos que as levam a isso é o amor. Amor este que no seu ápice suporta tudo e até o que irrita na outra pessoa é engraçado. Mas com o passar do tempo o que era engraçado passa a ser motivo de brigas e empecilho para o casal. Nesse momento a intolerância toma conta do relacionamento e se chega à conclusão de que chegou o fim.
Mas você sabe o
que Deus planejou e sonhou para o seu relacionamento? Não. Então eu te convido
a continuar nessa leitura e descobrir que apesar da filosofia do “eterno
enquanto dure” Deus instituiu o casamento para sermos felizes.
Após criar o ser humano, Deus faz duas constatações: a primeira, que é muito bom o que ele fez; em seguida, observa que sua criação fica melhor quando está acompanhada de uma pessoa auxiliadora e que lhe corresponda. Baseado neste princípio, Deus estabelece uma linda maneira de desenvolver, Ele forma a família, que como a Igreja, sofre a oposição da natureza humana pecaminosa e do inferno. Mas, estamos certos de que Aquele que criou a família tem trabalhado incessantemente para que seu projeto se realize em nós.
O casamento cristão baseia-se no fato de ambos os nubentes crerem que o casamento é uma instituição divina, e como tal, reconhecem que o casamento partiu do coração de Deus para os homens na terra, e só Ele é capaz de tornar um casamento bem sucedido. O casamento é uma instituição social de origem divina, O casamento é um concerto, ou aliança, feito entre pessoas de sexo oposto – diante de Deus, da família, da igreja – de serem marido e mulher enquanto viverem.
O casamento é a fase da união dos
noivos. O bom casamento é mais do que uma união de corpos; é uma comunhão plena
de duas pessoas por amor. O casamento atribui a ambas as partes dignidade e
honra, é uma mudança de vida, é um processo continuo e dinâmico de adaptação e
aperfeiçoamento conjugal. O propósito de Deus para o casamento é a felicidade,
companheirismo, intimidade, complementação do casal, dar origem a novas famílias.
Porém toda essa estrutura de casamento
e família, instituída por Deus, vem sofrendo alterações em sua definição e
concepção. Dando lugar a um relacionamento descartável.
Concepção de casamento na pós-modernidade
Um dos grandes problemas dos relacionamentos
são os sentimentos. Uma confusão entre o conceito de amor e paixão. Muitos
casais baseiam seu casamento no sentimento de paixão e não no amor. E qual a
diferença?
A paixão não dura. Pode-se comparar a
paixão a uma rosa e o amor ao ouro.
A rosa é linda, cheirosa, romântica
encantadora, fascinante. Mas de pouca duração. Possui intensidade, mas com
pouca ou nenhuma sobriedade. Enquanto o fogo refina o ouro, a rosa por ele é
consumida. Pode parecer um pouco exagerado, mas é o que acontece. Quando esse
sentimento de emoção passa as pessoas acreditam não amar mais o seu cônjuge,
daí acredita que chegou o fim do relacionamento. Estamos vivendo a era do
relacionamento descartável.
A construção de uma relação duradoura e
estável jamais será possível baseada em sentimento. Sentimentos oscilam conforme nossas alterações biológicas e
emocionais. Precisamos de algo mais consistente do que sentimentos. Precisamos
resgatar o conceito de "amor"; amor é uma decisão de amar o outro ao
longo de uma jornada, mesmo sabendo que haverá uma instabilidade gerada pelos
sentimentos.
Mas a sustentabilidade da
relação estará firmada na decisão tomada e não dos sentimentos sentidos.
Muitos de nossos jovens
vivem hoje envolvidos pela cultura que exalta o amor como um sentimento “eterno
enquanto durar”. Eles estão cercados por
relacionamentos instáveis e descartáveis. Eles precisam apropriar-se da
liberdade de construírem relações sadias e duradouras, mesmo que estejam
inseridos nesta cultura do descartável. No entanto, para que isso deixe de ser
uma mera intenção. É necessária muita determinação, não apenas força de
vontade, mas de uma decisão de renovação da própria mente diante dos valores e
das pressões impostas pela mídia, que constantemente tenta convencê-lo de que o
padrão instantâneo e descartável das relações na atualidade é efetivamente o
padrão natural dos seres humanos. Um padrão muito diferente daquele que Deus
instituiu para nós.
Motivos pelos quais os casamentos se desfazem
A
separação e o divórcio pareciam muito distantes da realidade de uma família. No
entanto, na atualidade, os casos de divórcio têm aumentado consideravelmente,
inclusive no meio cristão, as razões que levam casais a se separarem são, por
vezes, subjetivas.
*Banalização
do fato – Muitos casais vêem na separação a
solução para os seus problemas, é mais rápido, pratico e fácil. Demanda menos
esforço e tempo se comparado a atitude de mudar o que está errado no
relacionamento, o que leva tempo e necessita de uma dose extra de amor e
confiança.
*Os
problemas – Qual o casal que não tem problemas?
São grandes, pequenos, importantes outros são banais, enfim independente de
como sejam causam grande impacto no relacionamento. Todo casamento passa por momentos difíceis de
negociações e concessões, e, se não forem tratadas com muito cuidado, podem
provocar uma fissura no relacionamento do casal. Se não for consertada, a
fissura aumentará a cada novo conflito não resolvido e, com o tempo provocará
uma grande fenda, difícil de deter.
*A
rotina – Todos nós reclamamos da rotina – o
dia-a-dia que sufoca nossas relações e principalmente o nosso casamento.
Estamos sempre em busca de novidades. Certa vez estava assistindo a uma
entrevista, na Manhã Gazeta, onde a apresentadora Claudete Troiano falava a
respeito disso, não recordo quem era a entrevistada, mas era o lançamento de um
livro onde a autora dizia que: “quem fala mal de sua rotina esta falando mal de
suas próprias escolhas” e isso ficou gravado em minha memória, porque o nosso
dia-a-dia é resultado do que resolvemos fazer dele e conseqüentemente do nosso
casamento.
Independente
de qual seja o motivo os casais da pós-modernidade não estão dispostos a
investir em seus relacionamentos. Não existe mais a expressão “o amor tudo
espera, tudo suporta, tudo sofre, é paciente”, a não ser no convite de
casamento.
ATITUDES DE AMOR PODEM MUDAR TUDO
*Investir
tempo
Investimos
muito tempo em muitas coisas, e esquecemo-nos de investir em nosso casamento em
dedicar ao nosso cônjuge tempo de qualidade. Amar significa gastar tempo! Estar
um do lado do outro, fazer coisas juntos e um para o outro, descobrir-se na
presença do outro. Um casamento feliz não pode existir em cima de restos de
tempo. Um bom casamento não se desenvolve quando o único tempo que nos resta é
quando chegamos em casa totalmente exaustos.
*Comunicação
A
maior dificuldade no casamento é que, para ele existir, é necessárias duas pessoas. E todos sabem que o
problema quase sempre está na outra pessoa. Se tentarmos resolver a situação
por conta própria, por certo teremos sucesso, mas precisaremos adaptar nossos
próprios sonhos, desejos, esperanças, aptidões, atitudes, opiniões, teorias,
necessidades e hábitos aos do cônjuge. E para isso há necessidade de três
coisas: comunicação, comunicação, comunicação...
Comunicação
verbal, emocional e física. Gary Chapman, em seu livro As Cinco Linguagens do
Amor, nos apresenta cinco formas através das quais pessoas se sentem amadas.
Algumas pessoas se sentem amadas quando:
Ø
Outros dedicam tempo a elas;
Ø
Outros as tocam com carinho;
Ø
Outros lhe oferecem presentes;
Ø
Quando as servem com atitudes;
Ø
Outros as elogiam com palavras;
*Dedicação
a Deus
Nosso
Deus é um Deus de esperança. Ele é o Deus todo poderoso, e para Ele nada é
impossível. Ele também poderá fazer o mesmo por nós, se comprometer-nos a orar
por nosso cônjuge. Deus deseja salvar, restaurar e preservar o casamento.
Conclusão
Diante do quadro social em que vivemos podemos observar a inversão de valores estabelecidos, onde é priorizada a felicidade ou satisfação pessoal. Almejamos o casamento acreditamos nele, porém não nos dedicamos em mantê-lo. E nessa leva de eterno enquanto durar os casais vem perdendo a essência que Deus nos concedeu. A família esta perdendo seu lugar e valor, e o mais triste é que esse sentimento e essa perda ou troca de valor está dentro de nossas igrejas. O inimigo está devastando os casamentos cristãos e muitos de nós e a igreja não está enxergando que a filosofia do eterno enquanto dure tem acabado com a família e conseqüentemente com a igreja.
Diante do quadro social em que vivemos podemos observar a inversão de valores estabelecidos, onde é priorizada a felicidade ou satisfação pessoal. Almejamos o casamento acreditamos nele, porém não nos dedicamos em mantê-lo. E nessa leva de eterno enquanto durar os casais vem perdendo a essência que Deus nos concedeu. A família esta perdendo seu lugar e valor, e o mais triste é que esse sentimento e essa perda ou troca de valor está dentro de nossas igrejas. O inimigo está devastando os casamentos cristãos e muitos de nós e a igreja não está enxergando que a filosofia do eterno enquanto dure tem acabado com a família e conseqüentemente com a igreja.
Deus
instituiu a família e Ele ama a família, porém cabe a nós preservá-la e
dedicá-la a Ele.
Lute
por seu casamento! Abrir mão de alguma coisa nem sempre significa perder. Seu
casamento foi feito para durar!
Que
Deus abençoe seu casamento e não esqueça: ore para que as bênçãos de Deus
estejam sobre vocês.
Amém!
Bibliografia
Livro: Feito para Durar Autor:
Ricardo Agreste
Editora: Grupo Z3 Pág. 12, 46
Livro: O Poder da Oração no Casamento Autor: Stormie Omartian
Editora: Mundo cristão Pág. 41,21
Livro: Em busca do Amor no Casamento Autor: John M. Drescher
Editora: United Press Pág.
89
Livro: Lições
Biblicas Autor:
Antonio Gilberto /
Eliezer Lira
Eliezer Lira
Editora: CPAD
Pág. 16,17
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